Conexa SP · Registro de Reunião

NForce — a virada de direção do curso de PPF

O curso deixa de ser “um curso de PPF” e passa a ser uma habilitação profissional com certificação, homologação Sempa e cadastro direto na fábrica. Preço, oferta e estrutura de módulos foram redesenhados na reunião.

05/08/2026 1h20 de gravação Conexa + Higor Guedes Cliente: New Sampaio · NForce

Resumo executivo

Higor Guedes, estrategista trazido pelo New — com passagem por agência corporativa (Samsung, L’Oréal, Volkswagen, GM) e histórico no mercado automotivo — entrou no projeto e rejeitou o formato de curso que estava em construção. O argumento: “curso tem em todo lugar, você tem quinhentas pessoas dando curso”.

A proposta que ele colocou na mesa e que foi aceita na conversa: usar a Sempa, marca de PPF que o New representa, para transformar o produto em habilitação e reciclagem homologada, posicionando o New como embaixador da Sempa no Brasil antes de abrir a oferta. Ele chama isso de estratégia de topo de pirâmide — preparar o ambiente para o cliente que se quer ter, em vez de escalar de baixo para cima.

Com isso, a oferta sobe de ~R$3.000 para 12× R$375 e as vagas de 10 para 15. O curso ganha dois módulos que não existiam: posicionamento e diferenciação, conduzido pelo Higor, e marketing e vendas, conduzido pela Conexa — justamente o que nenhum concorrente entrega.

A virada, em uma linha

Como estava Curso inicial de PPF, turma pequena, ~R$3.000, 10 vagas — para o New “sentir como é” dar aula e gerar material para uma segunda turma.
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Como fica Habilitação e Reciclagem para Instaladores de PPF, com certificado, homologação Sempa e cadastro de compra direta — 12× R$375, 15 vagas.

Os fatos centrais da discussão

1. Posicionamento vem antes da oferta

  • Topo de pirâmide: a tese do Higor é preparar o terreno para o cliente que se quer ter daqui a dois anos, em vez de sair vendendo. “O jogo é você preparar o ambiente.”
  • Autoridade emprestada da Sempa: o New deixa de ser “mais um bom instalador” e passa a ser tratado como embaixador no Brasil de uma marca presente em mais de 30 países. Isso o tira do meio dos concorrentes e o coloca acima antes de qualquer venda.
  • A pouca presença digital vira argumento, não fraqueza: a narrativa é “meu foco não é cliente final, é validação de produto — toda empresa que compra Sempa no Brasil passa pela minha mão”.
  • Alternativa de narrativa levantada: em vez de “a Sempa escolheu o New”, contar que o New trouxe a Sempa para o Brasil — porque não estava satisfeito com o material disponível e foi atrás de um de primeira linha. Para o público de instaladores, essa versão tende a pesar mais. Fica a definir qual das duas entra na comunicação.
  • Diagnóstico do mercado: existem empresas com renome no setor, mas ninguém sentou no trono. Basta alguém declarar que é o dono.

2. O que ninguém entrega — e por isso entra

  • Pegando 20 cursos do mercado, os 20 falam de recorte, material, cola, soprador, espátula. Nenhum ensina a vender nem a se posicionar.
  • Daí a decisão de criar dois módulos novos: posicionamento e diferenciação (Higor) e marketing e vendas (Conexa).
  • Reforça a abordagem que o New já vinha tendo: os gatilhos de venda estão distribuídos ao longo de toda a parte técnica, não concentrados num “agora vou ensinar a vender”.

3. Estrutura de módulos acordada

1
Possibilidades
Quanto um profissional de ponta fatura em PPF e quanto fatura quem está entrando. Abre o curso enchendo o olho.
2
Diferença de materiais
O que é envelopamento e o que é PPF.
3
Técnica — envelopamento
Escolha e validação de material, diferenças entre materiais, desafios de cor e acabamento pedidos pelo cliente.
4
Técnica — PPF
Processo, cuidados e diferenças de aplicação.
Dentro deste módulo · confirmado
Bloco sobre a Sempa: produtos, certificações, diferenças entre materiais e por que o New a escolheu. Inclui a origem do PPF no uso militar — o New resistia por achar “encheção de linguiça”, mas o consenso foi que agrega valor e vira argumento que o próprio aluno usa com o cliente final.
5
Posicionamento e diferenciação
Nichos, apresentação, ambiente de trabalho, escolha de público, o que fazer para ser reconhecido no mercado.Higor ministra
6
Marketing e vendas
Marketing direto, frequência de publicação, atendimento e venda ao cliente final.Conexa ministra

4. Preço e a conta que sustenta a oferta

12× R$375
Novo preço
15 vagas
Antes eram 10
~R$2.000
Equipamento p/ iniciar
  • O raciocínio de venda: com o curso mais ~R$2.000 de equipamento (soprador e estilete bons), o aluno começa a operar com cerca de R$6.500 — e tem chance de pagar o investimento já no primeiro serviço. Poucos cursos permitem isso.
  • Referência de teto no segmento: o método do Cairo — tapeçaria automotiva de alto padrão, autor da mesa de pôquer arrematada por R$460 mil no leilão do Neymar — custa R$12 mil e roda turmas de 70 a 80 pessoas. Ofício mais difícil de aprender, exigência técnica maior, preço três vezes acima.
  • Carga horária: o New temia não dar tempo de falar sobre todo o conteúdo. Avaliação na reunião: dá tempo — e provavelmente sobra.

5. Como a carta de vendas foi redesenhada

  • Oferta primária: habilitação e reciclagem — com o módulo de posicionamento e o módulo de marketing e vendas explicitamente incluídos.
  • Bônus — homologação: a habilitação sai com o curso; a homologação exige um teste prático, uma peça difícil executada dentro de um tempo definido. É o que separa quem só assistiu de quem foi aprovado.
  • Bônus — cadastro direto na fábrica: pagou e se inscreveu, já entra como comprador direto do material Sempa, sem intermediário.
  • Bônus — vaga no time: quem se destacar pode ser convidado a trabalhar com o New. Vantagem dupla: cria um caminho de formação para quem quer entrar no mercado e dá ao New um canal para encontrar gente já treinada no padrão dele.
  • Upsells previstos: kit de ferramentas (espátula e estilete, custo de R$200 a R$300) e revenda de material ao final do curso — margem menor, mas é receita adicional.
  • Ideia de material didático: comprar as placas de treino chinesas que acendem luz e apitam quando o corte ultrapassa o filme e encosta na chapa. Ninguém no Brasil usa isso em curso; todo mundo treina com bexiga.

6. Divisão de papéis — deixada explícita

  • Higor: modelo de negócio, produto, posicionamento e direção — além de ministrar o módulo de posicionamento e diferenciação. Ele afirmou mais de uma vez que não mexe no trabalho da Conexa: “isso não é minha atribuição”.
  • Conexa: execução de marketing, fazer a informação chegar, e a condução do módulo de marketing e vendas dentro do curso.
  • New: conteúdo técnico e presença. O Higor sublinhou que ele não precisa desenvolver nenhuma habilidade nova — “ele vai ter que falar sobre algo que ele faz todo santo dia”.

7. O apoio da Sempa já está destravado

  • A Sempa já custeou o material mais caro do curso (a bobina de PPF) e se colocou à disposição para mais.
  • O dono da Sempa — chinês, comunicação via tradutor — perguntou durante a própria reunião como poderia apoiar. Encaminhamento: apoiar em tudo, e tratar o New como imagem e representante da marca no Brasil, não como vendedor.
  • Nada do que foi proposto (homologação, certificado, cadastro) depende de aprovação de terceiros — o Higor afirmou já ter o acesso necessário para rodar.
  • A feira do setor deve ser usada como ativo de marketing.
  • A linha satin da Sempa ainda é pequena, mas está em desenvolvimento — pode virar spoiler dentro do curso.

8. Médio prazo: linha própria de material

  • Plano sinalizado como médio prazo, não agora: criar uma linha própria em cima do material da fábrica — caixa com a palavra Ultimate e 4 a 5 ícones de leitura imediata (regeneração, durabilidade, garantia de 10 anos).
  • A lógica é tracionar aos poucos o produto para a linha própria, em vez de começar do zero um material novo.
  • Hoje essa disponibilidade não existe — o trabalho segue com a Sempa.

Plano de ação combinado

Agora
Reescrever a carta de vendas com a nova promessa: habilitação e reciclagem, módulos de posicionamento e de marketing e vendas incluídos, bônus de homologação e cadastro direto.Conexa — a definição de promessa e oferta já estava prevista; muda o conteúdo, não a data
Semana que vem
Sessão de estruturação com o Higor para fechar tudo que muda na carta e alinhar a promessa.Conexa + Higor
Em paralelo
Rodar a carta de vendas por IA para levantar as objeções prováveis e derrubar uma a uma antes de publicar.Conexa
Lista
Abrir a lista de espera com a carta já reposicionada. Já existem interessados que procuraram o New espontaneamente, ainda sem preço confirmado — a abordagem será um a um, e não conversão passiva.Conexa + New
Pós-venda
Mapear a objeção de cada pessoa que não fechou e montar repertório para a próxima turma.Conexa
Turma 1
Pode rodar já no mês seguinte ao fechamento do carrinho. Gravar tudo — aulas, bastidores, o churrasco de encerramento — como material de venda da turma 2.Todos

Sobre este documento

Fonte: transcrição automática (Whisper) do áudio de 1h20 da reunião, gravado em 05/08/2026. O texto integral está salvo no contexto do cliente NForce no portal.

Ressalva de fidelidade: nomes próprios saem corrompidos na transcrição automática — New Sampaio, Higor Guedes e Sempa foram corrigidos manualmente. Alguns números ditos rápido também podem ter sido transcritos com imprecisão; as decisões, valores e a estrutura de módulos foram conferidos no texto e estão consistentes.